Leppako Web Zine

O Leppako comecou como um zine crustpunkhardcore impresso e agora ganhou essa versao para a web. Esperamos que esse seja apenas o inicio de um trabalho positivo para a cena punk, nao soh de Brasilia mas do Brasil como um todo. Mandem suas sugestoes e criticas para que a gente possa melhorar cada vez mais esse espaco da cena punk, combatendo sectarismos e tentando trilhar vias alternativas a reinante falta de produtividade pela qual o punk das vertentes mais subterraneas passa na atualidade. Stay Punk!!!


Moaa & Valeria

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4:00 PM

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Essa eh a primeira entrevista publicada aqui no Leppako e inaugura uma serie de outras que iremos fazer com bandas da cena brasileira. A Diskontroll, para aqueles que nao sabem, eh uma banda D-beat que vem se destacando no hardcore/crust nacional desde o comeco de 2006.
As respostas dadas sao de INTEIRA RESPONSABILIDADE DA BANDA, portanto se tiverem alguma critica a facam diretamente aos caras, o email estah bem no final da entrevista.


Bom, comecemos pelo basico: Nos gostariamos que voces nos falassem quem sao os membros da Diskontroll, como a banda se formou, a quanto tempo e o que cada integrante toca.

A banda comecou em junho de 2006 e eh formada por Bonga nos vocais, Fabricio e Josimas nas guitarras, Lesado no baixo e Denito na bateria.
Bonga e Denito sempre quiseram ter uma banda d-beat juntos, mas faltavam integrantes. Apos muita procura, achamos dois interessados na Internet, Lesado e Felipe, esse ultimo nao toca mais com a gente.

O que voces pensam a respeito de posturas tais como o veganismo e o anarquismo? Voces acreditam num mundo melhor?

Tem vegan, vegetariano e carnivoro na banda, nao achamos que isso seja um empecilho pra fazer som juntos, o que importa eh o respeito a individualidade de cada um. E nao, nao acreditamos em um mundo melhor, mas nos mantemos libertarios ateh o fim, seja de nossas vidas, ou do mundo.


A Diskontroll eh uma das pouquissimas bandas brasileiras da atualidade que toca D-beat mais tradicional, ou seja, carrega fatores esteticos, sonoros e filosoficos inspirados no legado do Discharge. Voces concordam que sao uma banda D-beat? Copiar o Discharge eh um sintoma de falta de criatividade?

Sim, somos uma banda d-beat e assumimos esse rotulo. E nao acho que a maioria das bandas consideradas d-beat copiam o Discharge, tanto que Warcollapse eh totalmente diferente de Disclose e Disfear tem dificil comparacao com Besthoven.
Para nos, o d-beat eh um estilo como o hardcore, o crust ou o grind, uma vertente do punk.

Como foi o processo de producao do split com os suecos do Dodsdom? Estao satisfeitos com o resultado final?

Como era nosso primeiro trabalho, nem pensamos em procurar selo, queriamos fazer uma parada DIY, mas de qualidade. Entao tivemos essa ideia, procurar uma banda gringa bacana, que tambem estava comecando, e lançar um split. Foi entao que achamos os malucos suecos do Dodsdom, que toparam a parada.
A gente lançou o split aqui no Brasil e eles lancaram na Suecia, fazendo uma divulgacao bacana pra primeiro trabalho de ambas as bandas.
Uma curiosidade bacana de ressaltar eh que eles toparam dividir o CD sem escutar nenhum som da gente.
Ficamos muito satisfeitos com o resultado final, pois foi tudo no esquema faca voce mesmo, que da um gostinho especial ao ver o play pronto na mao.


A pergunta cliche que nao pode faltar: quais sao as influencias da banda?

Discharge, punk e crust sueco, d-beat japones, hardcore finlandes e thrash metal oitentista.

Apesar do punk ter chegado por aqui quase simultaneamente que surgiu na Europa, a cena brasileira ainda carrega em si inegaveis aspectos de imaturidade. Como voces veem a cena punk/hardcore do Brasil na atualidade? Que tipo de criticas voces fariam a realidade punk nacional?

No Brasil, pela realidade fudida que temos, ha muitas pessoas ativas no movimento que montam otimas bandas, abrem picos realmente contra-culturais, fazem ocupacoes, atividades libertarias, zines, entre outras coisas que fazem a cultura sobreviver depois de mais de 25 anos.
Acho que a pior coisa que encontramos no punk brasileiro eh a falta de qualidade de apresentacao de CDs e zines, o pessoal ainda tem a mente atrasada de pegar um CD-R, um plastico, tirar uma xerox e falar que eh uma demo. Acho que alem da cultura punk merecer algo melhor, a banda que faz esse esquema nunca vai sair da demo.
Com zines a mesma coisa, na maioria das vezes entregam um bloco de texto sem figuras bacanas, sem diagramacao e com textos cliches que nao saem do foda-se o governo e vamos anarquizar o sistema. O punk merece coisa melhor.
Ha tambem a mania de se fazer show com instrumentos precarios. Sabemos que a situacao nao estah facil financeiramente para ninguem, mas da pra fazer uma correria com isso, parcelar ou comprar usado, quem realmente quer acaba dando um jeito.
Tem o lance de gangs e brigas idiotas, mas acho que isso nao eh exclusividade do Brasil.

Aproveitando que estamos falando de cena punk brasileira, que avaliacoes voces fariam sobre o crescimento do streetpunk por aqui? Eh possivel mesmo uma uniao entre punks e skinheads?

Nao somos donos da verdade e muito menos do punk, mas para gente o streetpunk eh algo que se nao existisse, nao faria a menor falta para a nossa cultura. Eles nao produzem nada de util.
Sobre a uniao entre punks e skinheads, sao duas culturas totalmente distintas, nao ha por que da uniao. Nao digo que os crusties e punx devem sair batendo em skinheads por ai, o que deveria ter eh um respeito mutuo (com skinheads nao fascistas/nazistas, obvio), mas sabemos que na pratica nao eh assim, eh porrada para todo lado, infelizmente.


Qual seria a gig perfeita para a Diskontroll?

Acho que nao importa com quem a gente toca e quantas pessoas estao no show, sempre tentamos fazer o melhor, pode parecer cliche isso, mas eh verdade, todas as nossas gigs ate agora foram especiais de alguma forma, e creio que as proximas tambem serao.



O Leppako Zine agradece pela entrevista. Mandem um recado para os crazymuthafuckin punkcrusts que gostam da Diskontroll.

Na nossa concepcao, achamos que conquistamos muitas coisas bacanas para uma banda de 6 meses, e isso gracas a ajuda dos amigos e do pessoal que curte a banda.

Quem quiser entrar em contato com a gente basta escrever para diskontroll@bol.com.br. Para quem quer conferir o som, entre na nossa pagina no myspace, www.myspace.com/diskontroll

Stay Punk, Stay DIY.


Rabiscado por Leppäko

6:07 AM

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War Songs CD - Luta Armada


O Luta Armada foi formado a dez anos e, como poucas bandas, resiste ate hoje, como eles mesmo gostam de se descrever, mantendo a chama do punk acesa.
War Songs eh um CD que reune todos os bons atributos que se espera de um material punk, mas que poucas vezes foram vistos no Brasil. Excelente arte grafica, gravacao perfeita com producao excelente. Tudo isso sem o suporte de grandes gravadoras, um esquema feito totalmente independente e que nunca poderia ser mais dentro da ideia do do it yourself. Eu colocaria o War Songs lado a lado aos maiores classicos punks ja gravados por bandas brasileiras, tanto pelo profissionalismo (sem abrir mao da espontaneidade) apresentado pela banda quanto pela grande seriedade com que levam a cultura punk.
O CD eh composto por 15 faixas, uma das quais eh uma versao de Hiroshima do Moderat Likvidation. Todas as faixas sao realmente boas, mas eu gosto muito de 14Years Old kids e Human Being. Eu poderia destacar ainda a grande influencia que eles tem de bandas suecas tipo Skitsystem e ecos de bandas oitentistas como Anti-Cimex e Crude SS.
Eh a trilha sonora para vestir a jaqueta, calcar as botas e varar as noites de role pela cidade.

Mais informacoes sobre a banda: www.myspace.com/lutaarmada



Moaa


Rabiscado por Leppäko

6:44 PM

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Gyn City Chaos Zine!
Vida Submissa

Eu nao canso de falar que a cena hardcore/punk de Goiania eh a que eu mais admiro dentre as existentes no Brasil. Em poucas cidades brasileiras existe uma cena tao coesa e produtiva: boas bandas, muitos camaradas envolvidos de maneira sincera com a cultura punk e desde sempre uma cena produtora de bons zines.
O Vida Submissa eh mais um desses bons zines vindos daquelas terras e eh levado a cabo pelo Gabriel e pelo Danny, dois drunk crusts gente finissimas.
Bom, vamos ao que interessa: Feito da velha maneira com colagens de xerox e sem recursos de Corel Draw ou Photoshop o Vida Submissa nos traz de volta a velha aura das producoes punks feitas por quem realmente se sente compromissado a levar o punk como algo serio e fudidamente resistente. Uma caracteristica positiva que eu destacaria eh a variedade de abordagens presentes no VS que traz poesias, resenhas de livros, Cds, Lps e K7s, coberturas de shows punks e textos diversos.
Nesse numero (nao me perguntem em que numero estah o zine pois nao consta na capa hehe) tem uma entrevista com o SkitKids da Suecia, outra com o Utgard Trolls (olha a auto-promocao ai... hehehe), alem de muitas fotos e a cobertura da gig Hordas do Caos ocorrida no Gama no ultimo mes de agosto.
Vale a pena adquirir.
Entre em contato com os drunkpowercrazypunks Gabriel e Danny: vidasubmissa@yahoo.com.br
ou pela Caixa Postal 445
Cep. 740001-970
Gyn-Go.

Moaa


Rabiscado por Leppäko



DIS Nightmare Still Continues!!!